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Modos de
Funcionamento |
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Amplificação |
O Modo de Amplificação permite ao clínico aplicar um incremento na intensidade do retorno do sinal auditivo e provoca o efeito de redução imediata do volume de voz e suavização da qualidade vocal, que passa a ser menos tensa. Em muitas situações, apenas uma pequena amplificação pode ser suficiente para auxiliar o indivíduo a observar impactos importantes em sua emissão, que fica mais suave, mais estável e com tempos máximos de fonação mais longos.
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Aplicações
da Amplificação |
| Transtorno |
Estratégia |
| Disfonia |
Ressaltar
aspectos da qualidade vocal, como rouquidão, tensão, nasalidade,
esforço, ataque, ressonância e coordenação pneumofônica. |
| Distúrbio
Articulatório |
Comparar
uma produção correta e outra distorcida. |
| Aperfeiçoamento
Vocal |
Melhorar
o controle de parâmetros vocais e de fala selecionados. |
| Disfluência |
Identificar
e controlar aspectos particulares da emissão. |
| Aperfeiçoamento
vocal |
Redução
de sotaque ou regionalismo. |
| Processamento
auditivo |
Trabalhar
parâmetros auditivos de voz e de fala.
Conscientização de mudanças de intensidade. |
| Leitura-e-escrita |
Trabalho
de ditado, associação fonema-grafema. |
| Linguagem |
Evidenciar
aspectos morfológicos e sintático-semânticos. |
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Atraso |
| O Modo de Atraso, também chamado de Monitoramento Auditivo Retardado, refere-se à introdução de um atraso no retorno da própria fala (Efeito Lee), como às vezes acontece nos problemas de recepção de telefonia. O monitoramento auditivo retardado rompe a habilidade do indivíduo monitorar sua produção de voz e fala, o que, em indivíduos normais, produz prolongamento das vogais das palavras e uma fala arrastada. Tal função pode ser empregada no paciente com disfonia de origem psicológica, quando pode haver regularização da produção vocal, pela ruptura no monitoramento auditivo. Já no paciente
disfluente, a redução da velocidade da fala produz uma emissão melhor organizada. Uma outra possibilidade de aplicação do atraso é o uso dessa estratégia para aumentar o volume e regularizar o ritmo de pacientes com Parkinsonismo ou
presbifonia. topo |
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Aplicações
do Atraso |
| Transtorno |
Estratégia |
| Disfonia
psicogênica |
Prova
diagnóstica diferencial
entre quadros psicogênicos e neurológicos.
Tratamento por remoção do controle auditivo. |
| Disartrofonias |
Regularização
do ritmo. |
| Disfluência |
Regularização
do ritmo.
Redução
da velocidade. |
| Vozes
Profissionais |
Controle
da emissão e desenvolvimento de outras vias de monitoramento. |
| Parkinsonismo |
Regularização
da articulação e aumento de intensidade. |
| Presbifonia
e alteração na fluência do idoso |
Melhor
controle de voz e de articulação. |
| Disfonias
Hipocinéticas |
Aumento
do volume da voz. |
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Deslocamento de Frequência |
O Modo de Deslocamento de frequência da emissão consiste na manipulação da frequência fundamental e da gama tona da emissão do paciente, deslocando-a para frequências mais graves ou mais agudas, em até 12 semitons. Tal estratégia é muito útil nas disfonias com alteração do tom da voz, como nos quadros de muda vocal, falsete,
puberfonia, sulco vocal, virilização vocal, deficiência auditiva ou em pacientes com edema de
Reinke. Além dessas situações, pode-se utilizar esse modo de operação para diversas tarefas de treinamento do processamento auditivo.
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Aplicações
do Deslocamento de Frequência |
| Transtorno |
Estratégia |
| Disfonia |
Deslocamento para os
agudos em edema de Reinke ou virilização vocal.
Deslocamento para os graves em falsete, puberfonia, disfonias da
muda ou sulco vocal. |
| Processamento Auditivo |
Conscientização de
mudanças de frequência. |
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Inversão |
| O modo de Inversão dos sons emitidos consiste na reversão da ordem dos sons das palavras, ouvindo-se o trecho salvo de trás para frente. Tal função é muito útil no treinamento do processamento auditivo, para o desenvolvimento da consciência fonológica, em inúmeras aplicações no treinamento articulatório e na reabilitação de transtornos da leitura-e-escrita.
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Aplicações
da Inversão |
| Transtorno |
Estratégia |
| Processamento Auditivo |
Conscientização da
sequência dos sons da fala.
Consciência fonológica. |
| Distúrbio articulatório |
Consciência fonológica. |
| Transtornos de Leitura
e Escrita |
Associação
fonema-grafema. |
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Mascaramento |
| Modo de Mascaramento Auditivo da Emissão consiste na introdução de um ruído mascarante que produz uma resposta reflexa de aumento da intensidade da emissão (efeito Lombard). O mascaramento reduz o impacto do controle auditivo, que pode estar alterado em algumas disfonias. Tal estratégia é efetiva em muitos casos de
disfonias psicogênicas, como nas afonias de conversão, facilitando a remoção do sintoma e o retorno à sonoridade vocal. Nos quadros neurológicos com hipofonia, pode-se também empregar o mascaramento para se produzir uma voz mais intensa e equilibrada. Uma outra aplicação importante do mascaramento auditivo é com usuários ocupacionais ou profissionais da voz, como cantores ou repórteres, que podem desenvolver melhor controle de sua voz e sua fala com treinamento sob mascaramento. Ainda nos quadros de transtorno do processamento auditivo, o mascaramento pode ser utilizado nas diversas tarefas onde se quer inserir um ruído competitivo.
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Aplicações
do Mascaramento |
| Transtorno |
Estratégia |
| Disfonia
psicogênica |
Regularização
da emissão.
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| Simuladores
vocais |
Remoção
do controle auditivo sobre a voz. |
| Disfonia
hipocinética |
Aumento
do volume da voz. |
| Parkinson |
Aumento
do volume e regularização da fala. |
| Voz
profissional |
Controle
de voz e fala.
Desenvolvimento de
outros monitoramentos por limitação do auditivo. |
| Transtornos
do Processamento Auditivo |
Treinamento
com inserção de ruído competitivo. |
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Repetição |
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O modo de Repetição consiste no registro e reprodução da própria emissão, em loop, para aumento da conscientização sobre aspectos específicos da comunicação oral do cliente, tais como parâmetros da voz, fala, fluência e coordenação pneumofônica. Sugerimos registrar uma pequena frase e reproduzi-la continuadamente ao cliente, para ressaltar os aspectos que se quer evidenciar. Tal função pode ser empregada em casos de aperfeiçoamento da comunicação oral, disfonia, distúrbio articulatório, disfluência, transtorno do processamento auditivo, problemas de leitura-e-escrita e de linguagem oral.
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Aplicações
da Repetição |
| Transtorno |
Estratégia |
| Disfonia |
Ressaltar
parâmetros auditivos. |
| Aperfeiçoamento
vocal |
Redução
de sotaque ou regionalismo. |
| Distúrbios
articulatórios |
Ressaltar
parâmetros articulatórios. |
| Disfluência |
Ressaltar
aspectos da fluência. |
| Linguagem |
Evidenciar
aspectos morfológicos e sintático-semânticos. |
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Ritmo |
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O modo de Ritmo da fala (Ri) consiste na introdução de um
estímulo-guia, marcado por um número pré-definido de cliques por segundo, o que favorece o controle da velocidade de fala. O treinamento vocal com ritmo-guia é de utilidade principal para os transtornos vocais que envolvem também alterações no ritmo da fala, como algumas disartrofonias, principalmente as de origem cerebelar, além de poder ser utilizado em quadros de disfluência e transtornos de leitura. Para treinamento de processamento auditivo esse modo de operação também tem se mostrado bastante útil, podendo-se realizar vários exercícios para treinamento auditivo-vocal. Uma outra aplicação é nos casos de aperfeiçoamento da comunicação oral, pela importância da velocidade de fala na melhora global da emissão oral e em sua inteligibilidade.
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Aplicações
do Ritmo |
| Transtorno |
Estratégia |
| Parkinsonismo |
Regularizar
a emissão. |
| Disfonias
neurológicas |
Organizar
o ritmo da fala, como na ataxia cerebelar. |
| Aperfeiçoamento
vocal |
Controle
do ritmo da fala. |
| Disfluência
ou taquilalia |
Organizar
o ritmo da fala. |
| Leitura |
Treinamento
da velocidade de leitura. |
| Linguagem |
Aperfeiçoamento
da emissão. |
| Processamento
auditivo |
Treinamento
auditivo-vocal. |
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